sempre que me vou embora sinto que me tiraste um bocado. deixo-te, do teu lado da cama a olhar para mim, e é como se ficasse algo mais para trás que a (de)forma no colchão. saio para a rua e um arrepio percorre-me a espinha, e as lágrimas teimam em não sair (mas felizmente está a chover), e tenho que entrar no primeiro café que encontro para comprar cigarros que me aqueçam e me façam bater o coração. fazes-me mal, mas acho que já te tinha dito isto.
while you were out
quando te vejo com ele pergunto-me o que nos teria acontecido se não tivéssemos saído de casa, se tivéssemos ficado a foder, a ver uma série de merda na teelvisão, e a fumar a erva de que precisas para te vires (espero que ainda precises); eu corria atrás de ti, nús, encurralava-te no chuveiro e fodíamos até os vizinhos virem bater à porta e todas as outras coisas que os amantes fazem nos livros. claro que aqui um de nós teria que acabar por sair para ir ao leite.
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